013: Se Apaixonando sem Perceber - Parte I

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Provavelmente muita gente da minha geração para trás teve algum tipo de conflito interno com relação a sua orientação sexual. Isso é algo normal. Eu mesmo na adolescência, vivia tocando punheta com recortes de homens sarados e gostosos que fazia de revistas. Sempre me sentia muito estranho depois disso. Ainda bem que isso foi apenas uma fase, uma difícil fase.

Durante um bom tempo, me definia da seguinte forma: "Me apaixono por garotas e sinto tesão por garotos." Pode parecer meio sem sentido, mas isso já foi e é mais comum do que parece por aí. Vários amigos meus já pensaram assim até que um dia a vida quebrou esse conceito, e comigo não foi diferente.

Aos 18 anos comecei a sair e conhecer todas aquelas personagens que até então só existiam nas redes sociais. Todas elas frequentavam as festinhas que eu e o Dan - meu melhor amigo gay - íamos naquela época. Na minha terceira festa - uma matinê - eu vi de longe um menino branquinho, alto, magro e loiro. Sempre tive memória muito boa, e naquele dia não foi diferente. "Dan, aquele ali é o Gabriel?", perguntei. E era mesmo ele, o menino que sempre via na internet estava ali. Gabriel ainda faria 17 anos naquela época e já era muito alto, maior do que eu, um amor de garoto, simpaticíssimo e bem solto (solta, né! hahah). Ao contrário de mim, o Dan já conhecia muita gente - gay, inclusive o Gabriel e os amigos que estavam com ele - todos já tinham cursado na mesma instituição que ele. No final daquela matinê estava em êxtase, era tudo tão novo... Vários meninos gays, com tantas características em comum... Até hoje guardo a foto que todos nós tiramos juntos antes de para casa. Guardo como lembrança de uma tarde/noite muito legal.



Na semana da festa comecei um relacionamento. Era o primeiro, não sabia o que estava fazendo ao certo. Fernando é de família italiana, era - e ainda é gostoso demais, tinha um belo par de olhos que oscilava de azul pra verde e o sexo com ele era sempre algo mais do que sensacional. Era indescritível como me libertava na cama com ele, sempre trepava como um cavalo selvagem e sem rédias. Ele era um maravilhoso comigo, me trava como um príncipe, sempre da melhor maneira que podia. Me achava belo, me chamava de lindo mesmo naquela época quando a beleza não era minha aliada. Depois de 3 meses, terminamos. Fernando sentia ciúmes excessivos do Dan, achava que eu gostava dele devido ao fato de estarmos sempre juntos, muito unidos. Foi nessa que eu deixei que o relacionamento terminasse, não teria coragem de dizer "Aaaaah, acabou! Chega!", não aguentava mais aquelas crises, discussões e paranoias com tudo que fazia. Imagino que ele gostava tanto de mim que queria me guardar numa caixinha.

Confesso que não gostava dele o suficiente pra abrir mão de certas atitudes e amizades para manter-nos juntos. O pior de tudo é que só fui perceber isso pouco tempo depois de ter terminado. Era muito novo e não tinha noção nem experiência com essas coisas. Talvez eu tivesse aceitado o pedido pelo fato do carinho dele por mim ser muito grande. Isso chegou pra mim numa época onde me sentia o verdadeiro patinho feio.

Durante o namoro com o Fe, sempre conversei saudavelmente com quase todos os meninos que conheci naquela matinê, nunca o traí nem sentia vontade de fazer o mesmo - até porque era bem assistido, sexualmente falando.



Mas o Gabriel, né... Ele sempre me chamou muita atenção. Só que pra mim ele era apenas uma super piranha que todos falavam já ter pegado ou sabia de algo dele com alguém. Me julguem, mas no dia seguinte após o término do namoro fui visitar o Gabriel. Nunca tinha ido na casa dele antes, nunca tinha ficado com ele, nunca tínhamos conversado putaria, trocado fotos pelados (o nomes "nudes" não existia naquela época hahah)
 nem nada parecido. Parecia que naquele dia ele tinha sorrido com palavras para mim. Eu realmente não sei onde estava com a cabeça, pois já era tarde da noite e fui anciosamente para a sua casa, sem pensar no que iria fazer ou poderia acontecer exatamente. Fui fisgado sem perceber.

Gabriel abriu o portão e me recebeu com aquele sorriso gigante de garoto de sempre. "Boa noite...", me cumprimentou o loiro com aquela voz meio frouxa. Eu entrei sem graça. Sua irmã acabara de sair para um festa, ele estava só e casa. Sentei no sofá da sala e começamos a conversar coisas aleatórias. Ele me deu um copo com água e fomos para o seu quarto. Gabriel me apresentou o seu cantinho, suas coisas, suas roupas e começamos a falar de nossos gostos. Ele era modelo por isso foi fácil termos muito assunto pra falar, sempre gostei de moda.

Não era nem madrugada ainda e começamos a nos beijar. Nossa... Acho que e nunca tinha beijado alguém com tanta vontade de um jeito tão gostoso como o beijei naquela noite. Aquilo parecia que não ia acabar nunca, não parávamos nem para respirar, parecia que estávamos presos pelo beijo como dois imãs. O beijo era quente, gostoso, profundo e alvoroçado. Se passara um pequeno longo tempo, e eu ofegante estava espantado com tamanha safadeza, Gabriel era incessante! Tentava parar um pouco mais ele não deixava o vácuo no tempo existir quase que nunca. Já tinha me dado por vencido, não sabia como e nem quando aquilo ia parar, apenas segui aproveitando o máximo que podia daquele garoto lindo.

Em cima da cama, tiramos aos poucos a roupa um do outro. Nem acreditava que estava percorrendo todo aquele corpo liso e de pele macia com a boca, o cheiro da pele dele era ótimo. A pele arrepiava e e o tesão aumentava. "Nossa... É muito grande! Maior do que o de Nicolas!!! Eu fiquei espantado quando vi o dele, mas agora vendo o seu sei nem o que dizer!", disse Gabriel ao ver o tamanho da minha pica (Nicolas era um amigo em comum, puta toda vida). Ele me jogou na cama e começou a chupar meu pau. Comecei a me rebater de prazer. Por vezes tentei retribuir a mamada com um beijo violento, mas ele me jogava deitado toda vez que levantava o tronco e me prendia naquela posição pra continuar com o boquete. Pela primeira vez eu estava desnorteado sem noção de espaço e tempo durante uma pegação. Ele sentou no meu colo e começou a gemer tentando engolir minha pica com o seu bumbum branquinho. Eu enlouqueci com aquilo tudo e arranhava suas costas com as unhas. O loiro me abraçava forte e cada vez mais o meu pau penetrava fundo naquele rabo apertado.

Por fim gozamos. Tomamos uma ducha, olhei para o relógio e já eram quase 4 da manhã, me espantei. Voltamos a sentar na cama para conversar, mas o papo não durou muito. Minha boca já inchada não conseguia parar de beijar aquele garoto. Tudo começou de novo, bocas percorriam por vários lugares do corpo. Acidentalmente a cortina da janela foi arrancada tamanha foi a violência da pegação. Estava quase amanhecendo. Foi espantoso pra nós perceber que passamos todo aquele tempo nos pegando, mas isso não nos inibiu, continuamos. De repente tudo ficou preto.

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