011: De repente 18, de re pente tudo aconteceu!

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A adolescência foi uma época de MUITO lenga lenga. Sempre ficava com caras mais velhos que eu, isso e cansava. Me sentia feio - e realmente era um catiço - nada era favorável sexualmente pra mim. Meus 18 anos foram definitivamente uma idade libertadora! Deixei tudo pra trás, liguei o foda-se e fui atrás do que julgava ser o que me faria feliz e ter sucesso.

Os 18 anos como idade divisora de águas na minha vida eu tinha um antes, separava um Raphael que antes era oprimido, infeliz, deprimido, quadrado que tinha lidado com o falecimento do pai no ano anterior, e um Raphael que começou a adquirir hábitos um tanto surpreendentes pra todos o que o acompanhavam. Apesar de ter uma vida louca sexualmente ativa, eu sempre mantive meus princípios e aquele comportamento de menino nerd acanhado, que temia o que julgava errado e buscava fazer tudo de forma politicamente correta. Eu não era santo, mas meu comportamento refletia isso, um bom menino com "más tendências" - tendências gay, já ativas de forma oculta - que podia a qualquer momento virar o jogo.

Saí da casa da minha mãe sem aviso prévio e fui arriscar morar com alguém que nunca via antes na vida. Foi um ano muito duro! O cara não era meu namorado, não era meu marido, não pagava as minhas contas, mas se sentia dono de mim. Eu não sabia me posicionar com relação a aquilo na época, nitidamente ele percebia isso e se aproveitava disso. Adorava controlar meus horários, com quem eu saia, com quem me relacionava... Achava ele que tinha obrigação de foder com ele sempre, só que durante todo o período que morei lá, transei apenas 3 vezes com ele durante os dois primeiros meses de estadia em sua casa. O comportamento descontrolado dele me afetava em muita coisa, mas enfim depois de 1 ano, consegui morar sozinho de verdade, sem dividir casa com ninguém.

Durante esse mesmo período recebi um dinheiro pendente do meu pai que começou a mudar minha vida. Com ele comecei a me construir como sempre quis ser. Já não tinha mais tantas necessidades como antes, tinha as minhas coisas e a aparência já tinha melhorado em 50% com a ajuda desse dinheiro que logo se foi. De repente já era descolado, respeitado nos meus novos círculos sociais. Não tinha deixado de ser aquele garoto estranho e nada pacato, mas estava me saindo bem e me sentindo bem nesse recomeço a nível de me sentir à vontade pra eu ser quem era sem ter vergonha. Isso refletiu e muito no valor que comecei a ter para as pessoas ao redor. Tinha me tornado simplesmente cativante - mas ainda era feinho - e já andava mais seguro de mim.

Comecei a andar com "gente estranha", isso ficou muito nítido em minhas redes sociais e as pessoas logo constataram coisas que sempre especulavam há muitos anos; o Raphael era mesmo gay. Foi durante esse período de mudanças que comecei a me relacionar regularmente com gente da minha idade, com gente da minha idade e gay também (vale ressaltar -  risos)!

Com 18 anos que fui para a minha primeira baladinha, que dei meu primeiro beijo gay em um ambiente público (com várias pessoas olhando), que fui pra minha primeira festa virando à noite, que fui pra minha primeira festa na minha cidade,na cidade vizinha e de repente á estava indo para festinhas no Rio de Janeiro. Sempre me preservei quanto a bebidas, nunca pus uma gota de álcool na boca nessa época e nem tampouco experimentei drogas. Beijar em festas, ficar em festas pra mim era um bicho de sete cabeças. Pra ser bem claro, eu não ficava com ninguém porque me achava feio demais para abordar alguém, não percebia ninguém olhando pra mim com interesse e por fim tinha vergonha do ato de beijar alguém na frente de outros, ainda que todos que estivessem ali fossem gays e lésbicas.


Com 18 anos eu fiz meu primeiro sexo a 3 e... Ops! Não, isso aí eu fiz com 17 anos mesmo! HAHAHAH! Com 18 anos eu conheci pessoalmente um garoto que conhecia desde os 16 via internet que a partir de então passaria a chamar de melhor amigo gay por um bom tempo... Foi com ele que fiz as minhas primeiras aventuras gays pelos mundo - não, nós nunca transamos, éramos amigo mesmo. Talvez o fato de eu não ser tão bonito na época tenha contribuído pra isso.

A minha primeira festa gay noturna e a primeira festa gay matinê aqui na cidade foram com ele, a primeira festa gay noturna na Cidade Maravilhosa também foi com ele. Éramos confidentes inseparáveis, grudados toda vida...

Tinha um outro menino que conheci na mesma época que o Dan, um japinha moreno chamado Renato. Mas ao contrário do Dan, nunca nos vimos pessoalmente. Esse sim eu tinha uma puta vontade de pegar e foder até esfolar o meu pau. Quando conheci o Dan pessoalmente, o Renato namorava um rapaz chamado Elton, esse namorado de Renato deu início a uma história que não esqueço mais.

Advinha quem era apaixonadíssimo pelo Elton? O Dan. Ele e o Renato não se conheciam, mas quando soube por quem meu amigo era apaixonado contei pra ele que era comprometido com um amigo meu. Não vou me aprofundar muito na história, mas o Renato estava passando naquela época por uma situação muito complicada, pois a mãe dele tinha pego ele com o Elton molhados saindo do banho (eles malhavam juntos), a vida dele não andava nada bem.

Numa dessas festinhas em que ia com o Dan pelo Rio de Janeiro, quem que a gente encontra lá se atracando com outro garoto? Sim, o Elton... Olhamos de longe aquele beijo dele que parecia mais um desentupidor de ralo! Fiquei chocado! Eu  ingênuo toda a vida fui contar isso pro Renato, ele já duvidava por vários indícios. No meio disso tudo descobrimos que o tal do Elton era um filho da puta mesmo. Que moleque piranha! HAHAHA!

O Renato estava armando um esquema pra meter a porrada no namorado safado - ele praticava várias tipos de lutas, era fortinho. Enquanto isso estava eu falando tudo o que descobria do Elton e tentando ajudar ele a sair da melhor maneira possível dessa situação.

Antes que isso fosse concluído, Renato e Elton reataram o namoro não sei por qual razão e quem saiu na pior? Adivinha? Eu! Após o episódio o Renato me excluiu e bloqueou de todas as suas redes sociais. Pois é... Do MSN ao contato zero! Fiquei como o carinha que era contra o namoro, por mais defeituoso que o mesmo fosse. Logicamente ele preferiu a paixão do que a amizade. Lição que eu aprendi? Quer dizer... Tive que aprender na marra, na prática, em briga de casal, não se mete a colher! Por mais que a intenção seja ajudar, no final quem pode se foder é você. Não arrisque, seja cauteloso. Hoje ainda encontro o tal do Elton no Tinder (quando eu instalo o APP), morro de rir com a história!

Agora seguraaaaaaa!!! Depois dessa fase, a safadeza vai rolar solta! Acho que a parte chata mais longa consegui resumir.

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