003: Se correr a bixa pega. Se ficar, a bixa come?

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E aê, tudo beleza? Pra você não ficar perdido, vou eu explicar o "começo desconexo" desse post. Não sei quantos chegaram a conhecer ou lembram do 'Na Cabeça do Rapha', o blog que eu mantive por quase dois anos durante a adolescência, mas saibam que nele contava todo o tipo de experiência que um adolescente gay (não assumido na época) como eu vivia. Quando prometi pro fãs retomar a saga de contar minhas aventuras e expor tudo o que se passa pela minha cabeça novamente, me senti no dever de contar (a pedidos de alguns poucos fãs veteranos existentes - risos) "tudo" o que aconteceu durante esse período dos 18 aos 21 anos (hoje). Como também tenho em mente deixar tudo o que tinha de melhor no Blog anterior registrado por aqui também, achei que seria interessante começar contando (ou tentar ao menos) como tudo começou.

Se você curtir os posts e a ideia, é só se ligar na tag 'Raphalô' e acompanhar a saga hahahaha! Ah, antes de começar, aconselho a você ler os posts anteriores. Vamos lá...

Depois de todo aquele florão de tesão fervendo dentro de mim, decidi que precisava por isso pra fora de uma forma. A lista de caras que fazia no papel (que contei no último post do Raphalô), precisava servir pra alguma coisa. Quebrei meu preconceito infantil que tinha com a internet e comecei a usa-la numa das melhores lan houses do bairro (na época era muito comum o uso delas), fiz um perfil pra mim no Orkut (Aaah, o velho Orkut! <3) e comecei a putaria. Não conseguia parar de ver pornografia e principalmente os caras que tanto gostava, na maioria nus. Eu realmente estava viciado e por mim passaria todo o meu tempo olhando machos e pornografia na internet.

Na recepção da lan house ficavam dois gays e uma mulher. A mulher era super simpática comigo, passávamos horas conversando sobre internet, redes sociais novas, photoshop, amizade entre outras coisas. Com o Igor, conversava sobre tudo o que conversava com a mulher e também sobre inglês, que estudava muito auto didaticamente na época; ele era um amor de pessoa. Já com o Alexandre falava quase nada. Era um garoto um tanto estranho na época e reservado, tinha um tiquinho de preconceito, talvez por falta de costume com gays muito afeminados. O Alexandre tinha olhos verdes claros, pele morena clara, era um rapaz bonito, porém muito afeminado, "mulher", diria hoje! Hahahaha! Ele usava brilho labial e tinha unhas grandes pintadas, coisa que aos treze anos me impressionava muito.

Eu tinha uma pasta na rede da lan house onde salvava todos os meus arquivos que eram basicamente centenas e centenas de fotos de homens nus, transando, sem camisa... Em uma determinada época, passei a ir escondido à noite pra lá e geralmente ficava até o fechamento dela, nessa época quem ficava durante atendendo esse horário era o Alexrandre.

Num desses dias eu saí por volta de umas 21:00 de casa. Esse horário naquela época pra minha idade era tarde, gente! (risos). Loguei faltando duas horas para encerrar o atendimento da lan house. Eu como de costume, salvava minhas fotos do Théo Becker pelado, entre outros caras. O Alexandre desligou o computador da Rede onde ficava a minha pasta. Eu para continuar salvando, religuei a máquina... Pra quê?! O veado do Alexandre acabou verificando o que havia de tão especial na minha pasta e acabou achando. Além de mim tinha apenas mais duas pessoas logadas. Na mesma hora que Alexandre viu o que havia na minha pasta, ele me manda uma mensagem do computador da recepção para o meu, meu coração quase saiu pela boca naquela hora! "Raphael, vou encerrar os computadores em 15 minutos, não saia, fique aqui que quero conversar contigo.", dizia Alexandre na mensagem. No momento em que fechei a janela da mensagem, meu tempo encerrou. Ignorei a mensagem e loguei novamente. Ele insistiu e me mandou mais mensagens insistindo pra que eu permanecesse, dizia ele que queria falar coisas importantes pra essa vida (vida de gay), acho que ele queria me aconselhar, mas na hora o medo me fez pensar que ele quisesse abusar de mim. Percebendo meu medo abundante, já foi se adiantando dispensando os dois clientes que estavam na loja. Quando percebi isso me levantei depressa e saí ligeiro pela porta enquanto ele me gritava pra eu voltar. Nessa noite, corri o mais rápido que pude pra que ele não me alcançasse (apesar de ele não ter corrido).

No dia seguinte, passei na lan house pela manhã com um CD-Room e pedi para que a mulher salvasse a minha pasta na mídia. "Eu não, pede pro Alexandre salvar aquelas porcarias", disse ela. Alexandre contou ocorrido pra ela. Fiquei mais que branco de tão nervoso nesse momento. Ela se recusou a salvar as minhas fotos no CD, usei o tempo que restava no meu login e nunca mais voltei naquele lugar. Quando acontecia de eu ser obrigado a passar em frente à lan house, passava correndo com medo.Ainda encontrei o Igor por algumas vezes

Fico pensando hoje se ele realmente queria me ajudar, se realmente ele realmente seria meu amigo, se as coisas e minhas escolhas seriam diferentes hoje se tivesse tido aquela conversa com Alexandre. Gostaria de concluir esse post com palavras mais sólidas, mas fico sem elas toda vez que lembro desse episódio. Só rindo... Hahahahahah!

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