004: Meu primo me arrancou do armário.

• Comentar


Tenho dois primos, ambos irmãos. O mais novo é o Henrique que sempre foi super amigo meu, o mais velho o Nando, um demônio! Sempre me perturbou terrivelmente! Houveram várias situações em que ele fez questão de me queimar e estragar os prazeres das minhas brincadeiras. Inclusive ele sempre me chamou de gay em todo o tempo, em qualquer lugar e em qualquer ocasião.
Nando sempre foi viciado em pornografia, só que ele é hétero. Por vezes o via assistindo seus filmes, inclusive fazia download de vários filmes pornô. Eu embarcando nessa uma vez com 13 anos, fui pesquisar pornô gay no seu computador, pelo mesmo programa que ele usava pra baixa-los. Burrice? Burrice eu acho pouco, não sei o que tinha na cabeça naquela época hahah! Aconteceu que não sabia manusear muito bem o computador naquela época e isso me prejudicou muito.



Fiz o download de um filme com o título de "Sargento comendo o Recruta". Eu até apaguei o vídeo depois de tê-lo assistido rapidamente mas... O link do arquivo ficou no histórico de downloads do programa e logo o Nado baixou o arquivo novamente. Resultado? Ele fez questão de amostrar pra minha família daqui do Rio toda que eu tinha feito o download do tal vídeo. Para alguns (como minha mãe, minha tia e algumas primas), aquilo soava ainda como uma experiência de adolescência passageira. Elas acreditavam (e eu também) que me arrependeria daquilo, que seria apenas uma fase. Para outros (como o Nando e uns tios) aquilo confirmava mais ainda que eu era viado. E o Nando não parva de me infernizar com aquilo, me perguntando sempre se eu era gay (por mais que pra ele sempre parecesse óbvio) entre outras coisas paralelas a isso.

Mas não acabou por aí... Depois de toda essa história e do reboliço que ela causou, minha vida começou a virar um inferno maior do que já vinha se tornando nos últimos anos. Eu já me via louco querendo ter minha primeira experiência sexual. Uma coisa era certa: eu queria muito transar. Mas a incerteza era quanto a minha posição, afinal de contas eu era ativo ou passivo? O que eu preferia? Não sabia dizer nada sobre quando o assunto era esse. Não era tão simples quanto eu ficar com uma menina e lógico como "Ah, se eu transar com ela, lógico, eu vou meter meu pau nela!". Comecei então a usar a internet pra me relacionar com outros caras já que minha roda social nunca foi algo que me proporcionasse isso. Entrava eu de forma frenética em salas de bate papo onde caras que também curtiam caras aqui do Rio de Janeiro e da minha cidade também entravam. Hoje posso afirma que foi uma atitude um tanto perigosa, mas sempre curti um tanto de adrenalina. Muitos me rejeitavam por causa da minha idade, tinham medo de se envolver com pedofilia, de terem problemas, mas até que uns outros topavam falar comigo numa boa. Engraçado como a gente se acha gente grande quando é adolescente, né?! Depois a gente cresce e se arrepende em muitos aspectos.

Entre tantos convites e conversar com caras mais velhos e alguns (aparentemente) com idades próximas da minha, ficava perdido sem saber o que preferir. A realidade era a seguinte: quem me pegasse naquele momento, faria o que queria, pois não tinha manifestação nenhuma de preferência, queria simplesmente gozar sem ser por masturbação. Enfim encontrei o carinha que parecia que teria minha primeira vez com ele. Eu tinha 14 anos, Rodrigo 28. Ele é naturalmente mineiro, era morador de Copacabana, funcionário público e tinha um sorriso gostoso. Falava comigo de forma diferente dos outros caras que queria muito foder com um novinho. A gente se falava com bastante frequência, quase que todos os dias de meio de semana. Quando eu não falava com ele por MSN/Orkut, eu ligava pra ele a cobrar de um orelhão e ele retornava pra falar comigo. Quando eu não fazia isso, ele se chateava (de ficar triste, não com raiva). Engraçado foi o fato de eu começar a conversar com ele quando nem foto de perfil eu tinha. Depois de uma semana de papo tirei uma foto beeeeeeeeem mais ou menos com a web cam (uma merda de foto). Tudo isso me influenciou a tirar umas fotos pra por num álbum (sim, aquela sequência de fotos bem cafonas de um mesmo momento pra por num mesmo álbum que geralmente tinha um título egocentrista, coisa típica daquela época na internet. Vergonha imensa daquilo! Hahahahah!). Tirei umas fotos com o telefone de uma amiga da escola bem mais velha que eu, ela cursava o último ano do ensino médio.

Enfim postei o tão esperado álbum lá no meu perfil do Orkut e o Rodrigo as viu... Ele me chamou de lindo, ufa! Eu não era não era nada bonito na época, hahah! Okay, ele queria transar comigo e não seria capaz de falar algo que me desagradasse mas convenhamos que se eu não tivesse o agradado fisicamente ele teria retrocedido no propósito de me encontrar. Vínhamos conversando faziam semanas e... Bem, qual relação isso tem com o meu primo?! Queridos amigos da "Rede Rapha", uma dessa conversas (longas) foram feitas no computador da minha tia/Nando.

Era feriado de Páscoa e eu estava passando esses dias na casa da minha tia,  e conversava regularmente com meus amigos no MSN. Lembro-me que quando comecei a falar com o Rodrigo começou a falar comigo por lá, ele perguntou onde estava e disse que estava na casa da minha tia. Ele logo falou pra eu configurar o programa pra não salvar as conversas. Sim, o MSN sempre salvava em alguma pasta todas conversas de cada conta em suas respectivas pastas em arquivo ".html", sendo assim todos os históricos dos chats poderiam ser facilmente abertos em qualquer navegador (como o Internet Explorer, por exemplo), sem precisar ter a senha ou logar na conta. Rodrigo tinha me instruído a configurar o programa de forma que eles não salvasse as conversas, tudo no seu passo a passo, mas vou confessar: entendi porra nenhuma!!! Tentei tanto sem entender que no final das contas disse pra ele que tinha conseguido fazer a tal configuração mesmo sem ter conseguido.

Poucas semanas após o feriado, voltei à casa da minha tia com minha mãe e uma das minhas primas para visita-la. No fim da tarde, próximo do horário de ir embora pra casa o catiço do Nando pediu para a minha tia permissão para ele ligar o computador e mostrar "aquilo". Minha tia permitiu fazendo uma cara meio estranha.

Nando era aquele tipo de primo que perturbava e estragava a brincadeira de todos os outros. O restante dos primos (inclusive eu) o chamavam de Ovelha Negra porque ele fazia muita merda e sempre deu dores de cabeça para a minha tia. Ele era definitivamente um saco, uma pedra no sapato, um cacto no cú.

"Vem aqui tia.", disse Nando. Quando percebi que o que ele mostrava na tela era minha conversa com Rodrigo (Identifiquei de longe por causa dos emoticons extravagantes que eu usava, coisa típica daquela época), comecei a exclamar "Não, não, não!" e saí chorando muito, envergonhado demais fui pra rua passar um tempo sozinho. Ele conseguiu desabar minha moral de vez. Todos que estavam na sala viram, minha mãe, minha tia, minha prima, meu irmão, e seu irmão. A parte que ganhou ênfase na conversa segundo fiquei sabendo depois foi algo mais ou menos assim:

Eu: To ansioso pra te encontrar

Rodrigo: Eu também

Eu: Rola beijos?

Rodrigo: Sim, claro!

Eu: Como vamos fazer pra te encontrar?

Rodrigo: Eu te busco na Praça XV, você pega as barcas e nos encontramos lá.

Durante toda a conversa, nunca houve nada de pornográfico nela. Nunca conversei nada do tipo com Rodrigo, os assuntos era muito saudáveis, falávamos de tudo. Mas minha mãe sempre foi uma pessoa muito problemática, sempre teve um temperamento extremamente irritante. Já com 14 anos discutíamos consideravelmente em alto tom de voz. Depois desse episódio enquanto morei com minha mãe e convivi de forma constate com a minha família sempre ouvi piadas sobre a minha conversa com rixtu@hotmail.com, tudo se tornou pior tanto quanto pela revelação através desse fato quanto pela minha idade e preferência pelo meu irmão que aumentavam cada vez mais.

Minha adolescência até então pode ser considerada a pior fase da minha vida e não voltaria no tempo pra revivê-la por nada. Se eu fosse falar dos problemas da adolescência aqui não os textos não terão fim e seriam eles de grande complexidade, mas todo mundo vive problemas, não é?! Cada um segundo o fardo que consegue suportar (querendo nós acreditarmos nisso ou não). O propósito aqui é entretê-los e não entedia-los, mas precisava contar essa fase importante pra continuar contando as aventuras mais bacanas aqui.

No próximo post contarei como foi a minha primeira vez com o Rodrigo, fiquem atentos!

Beijos do Rapha.

0 comentários:

Postar um comentário